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:::FLORBELA:::

MSN Messenger:
smith_adams@hotmail.com
ICQ:78480771

Idade: 21 anos
Signo: Sagitário
Comida:Italiana, Oriental
Cor: Preto, Azul, Roxo
Números: 3, 7, 9
Música: Clássica, Gótica, Lírica, Rock Melódico, Blues, Heavy Metal
Escritor: Allan Poe
Poeta: Alvares de Azevedo
Poetisa: Florbela Espanca








:: Não quero dia Internacional ::

Dia internacional da mulher, a coisa mais patética que eu já vi, somos inferiorizadas o ano inteiro e nos dedicam um dia para nós, é tudo que merecemos um dia apenas. Pro inferno com essa homenagem ridícula, não preciso de dia nenhum, bastaria apenas ganhar bem, ter um bom emprego, ser devidamente respeitada como pessoa e não ser tratada como escrava do lar, procriadora obrigatória. Tenho pena da mulher que trabalha e cuida da casa e dos filhos e por isso ainda se acha o máximo por ser escrava, apanha em casa e chora na igreja, tem filho para agradar marido. Porém essas mulheres não são dignas de pena, cada um escolhe seu próprio caminho e tem o que merece!

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PAGU
(Rita Lee e Zélia Duncan)


Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá assas a minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira nem sou puta

Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito "home"

Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra-louca, tudo bem
Minha mãe é maria-ninguém
Não sou atriz/modelo/dançarina
Meu burraco é mais em cima

Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito "home"

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:: Patrícia Galvão - Pagu ::

O nome de Pagu é ouvido pela primeira vez em 1929, quando, adolescente de 18 anos de idade, ela freqüentava o ambiente contestatório do movimento de antropofagia, comandado pela desinibição estética e cultural de Oswald de Andrade. Mais exatamente, Pagu estréia, como colaboradora, na Segunda fase da Revista de Antropofagia.Aparece como pioneira em manifestações.
Ainda em 1929, Pagu comparece na comitiva de “antropófagos” barulhentos que, indo ao Rio de Janeiro, leva uma exposição de Tarsila do Amaral. Perguntam-lhe, numa entrevista, se tem algo a publicar. Resposta: “Tenho: a não publicar: os ‘60 poemas censurados’ que eu dediquei ao dr. Fenolino Amado, diretor da censura cinematográfica. E o Álbum de Pagu – vida, paixão e morte – em mãos de Tarsila, que é quem toma conta dele. As ilustrações dos poemas, mais o Álbum de Pagu, descoberto por José Luís Gaaraldi, foi estampado na revista Código 2 (Bahia, 1975).
Pagu retrata o companheiro em Parque Industrial: “...the character Alfredo Rocha, the only male developed in the novel, is patterned after Oswald de Andrade in perhaps the only fictional view of this important Modernist intellectual”, percebeu Kenneth David Jackson, em estudo sobre o “realismo social” brasileiro dos anos trinta.
1931- Em O Homem do Povo, além de fazer cartuns satirizando os acontecimentos em pauta, Pagu assina uma coluna feminista: A Mulher do Povo. Nestes textos, compostos de observações fragmentárias, critica hábitos e valores das mulheres paulistas, desancando o feminismo pequeno-burguês em voga, reflexo provinciano do movimento inglês dos primórdios do século. De acordo com Heleieth Saffioti (A Mulher na Sociedade de Classes: Mito e Realidade), as primeiras manifestações feministas, no Brasil.

(Flash Back de um post escrito por mim no meu antigo blog)



- Postado por: ☼ Florbela Espanca ϒ às 13h38
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:: Telegrama ::
(Composição: Érico Theobaldo E Zeca Baleiro)

Eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
(que um vilão de filme mexicano)
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok

mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz
que muito te ama que tanto te ama
que muito te ama que tanto te ama

por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria
oh mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu
quero ser seu papa



- Postado por: ☼ Florbela Espanca ϒ às 11h25
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:: Necromantica ::

Mal podia acreditar no que via, quando no quarto entrei senti minhas pernas estremecerem. Não podia ser, me perguntava o porquê. Ah! Quão grande foi minha dor ao vê-lo ali de olhos bem fechados, deitado diante de mim parecia dormir como um anjo.

Ao me aproximar queria deitar ali, ao seu lado. Repousar consigo nesse teu sono eterno, assim não deixando que nem por um momento saísse de meu lado. Meu amor, que dor sentia em ter ver assim. As lembranças a mente iam surgindo, esta cama que agora embala teu sono já foi outrora cenário de juras eternas de amor.

Abrindo aquelas cortinas pesadas e escuras, pude deixar que a luz da lua tirasse aquele ar sombrio de sua face pálida, e assim pela ultima vez ainda pudesse contemplar tua beleza. Pude segurar tuas mãos frias enquanto sussurrava ao seu ouvido meus últimos versos a ti dedicados.

De teus lábios posso sentir o clamor que ainda resta, imploram por mim, de encontro a eles irei. Enquanto me aproximo sinto o ar gélido que exala, meu coração se dilacera ao tocar com os meus os seus lábios frios e sem cor. Beijo-o com todo ardor que ainda me resta, beije-me também meu amor.

Por que não me beijas defunto ingrato? Beije-me eu imploro, não deixe que meus lábios pousem sem vida nos seus. Quero sentir tua boca salivar e teu gosto já quase esquecido. Preciso te sentir junto a mim, sentir que a morte não o fez esquecer de mim. Beija-me, beija-me...

Maldito, retribua o meu afeto, já que não podes mais retribuir o meu amor que tanto lhe dediquei, retribua pelo menos o carinho que lhe faço no leito de morte. Cega pela indiferença o beijo com mais força e me deito sobre ti. Abraça-me pelo menos, quero sentir seu toque ao meu corpo. Quero te possuir, deixa-me tua roupa arrancar. Como teu corpo ainda é belo, e frio permanece, não te preocupas com o calor de meu corpo nú junto a ti te aquecerei.

Não temas meu amor, junto de ti sempre estarei. Ah meu amor, um beijo é tudo que te peço, não me deixes sem antes um último beijo. Vejo que não adianta em nada lhe implorar, não vês como sofro por ti, em vida já sofria ao ver tua dor, agora ainda mais que antes. Que ódio me desperta aos últimos instantes de minha existência.

Empunho então a adaga sobre a mesa recostada. Tomada pela fúria a enterro em seu peito, várias vezes o perfuro com todo meu amor. Por que não me retribuiu uma só vez? Morra, morra novamente, morra no meu peito, que dor tamanha não quero sentir novamente. Sem piedade o esfaqueio várias vezes até que seu corpo irreconhecível se torne.

O que eu fiz? Me perdoa meu amor, sem ti não posso viver, te jurei meu amor eterno, me perdoa. Vou contigo, não te deixarei só, espera que estou indo. Prometi que para sempre estariam nossos corações unidos, cumprirei o prometido. Ao último suspiro, de um só golpe cravo no peito a adaga que meu amor em sua compaixão me deixou.



- Postado por: ☼ Florbela Espanca ϒ às 10h37
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