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:::FLORBELA:::

MSN Messenger:
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Idade: 21 anos
Signo: Sagitário
Comida:Italiana, Oriental
Cor: Preto, Azul, Roxo
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Música: Clássica, Gótica, Lírica, Rock Melódico, Blues, Heavy Metal
Escritor: Allan Poe
Poeta: Alvares de Azevedo
Poetisa: Florbela Espanca








:: Correntes da Alma ::

Não sei o momento exato em que aconteceu, mas o fato é que aconteceu. Parece tão estranho, ainda ontem eu tremia só de pensar, e de repente o jogo muda, viro a mesa de uma vez. É como se eu despertasse de um longo pesadelo, colocasse os pés na realidade.

Ainda não sei o que foi exatamente q me fez levar esse tapa na cara, e quebrar as correntes. No fundo deveria ser uma decepção, e é, porém vejo o quanto essa decepção me fez bem. Sei apenas que me sinto bem, me sinto leve. Não sei como vai ser o dia de amanhã, se vou estar alegre ou triste, só sei que hoje faz um lindo dia de sol :-)

"Todo dia é um novo dia para recomeçar."



- Postado por: ☼ Florbela Espanca ϒ às 12h48
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:: Tormento ::

Que espécie de monstro sou eu? As vezes desperto sentimentos que não sabia que existiam em mim. Não consigo encarar minha própria face no espelho, tamanha vergonha e decepção eu sinto. Já começo a questionar o valor do meu caráter, a medir a frieza das minhas palavras, a crueldade incrustada no meu peito.

Mesmo vendo meu retrato ser corrompido pelo ódio, as diversas mutações monstruosas a que me presto todos os dias, não quero ser diferente. Assim eu sou, uma pessoa insana, que anseia pela dor alheia, que quer ver refletir na mente o grito desesperado, sentir jorrar o sangue quente antes do ultimo suspiro.

Prender fortemente em correntes enferrujadas,devorar com ansiedade gemidos enquanto esquartejo o corpo, lamber cada pedaço antes de queima-lo, jogar num buraco onde ninguém nunca possa encontrar. Em seguida desaparecer, deixando apenas uma carta de não-arrependimento. Assim pelo menos aquieto os pedidos dessa minha mente corrupta, e afastaria os malditos demônios que me perseguem, que me imploram em delírios e pesadelos os sacrifícios da carne.

Na lama em que rastejo já não mais espaço para bons sentimentos. A loucura já me leva rapidamente para o abismo profundo da morte, os vermes alimentam-se vagarosamente de minha carne crua. O que vai ser de mim quando eu morrer? Quem irá sofrer, chorar ou mesmo sentir saudades? Ninguém!

Que meus desejos mais obscuros sejam enterrados comigo, que ninguém nunca veja a podridão existente no meu coração, que minha falta de compaixão não seja causa de pena nos olhos falsos sobre meu caixão. Enterrada viva já estou, quero agora uma morte rápida e sem dor, ou melhor ainda, uma dor eterna sem morte.



- Postado por: ☼ Florbela Espanca ϒ às 14h31
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